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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

CONHEÇA OS 10 PIORES GOVERNADORES DE SÃO PAULO








Governar São Paulo é, para muitos políticos, o sonho dourado da carreira — afinal, o estado é o motor econômico do Brasil, responsável por quase um terço do PIB nacional. Mas também é um cargo que cobra caro pelos erros. A máquina pública é gigantesca, a população é exigente e os problemas — de segurança à mobilidade, da saúde à habitação — nunca tiram férias.

Ao longo das décadas, São Paulo teve governadores que deixaram marcas positivas, com obras, avanços sociais e crescimento econômico. Mas também teve outros que deixaram escândalos, descaso e decisões catastróficas. E é desses que vamos falar aqui.

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Com base em desempenho administrativo, denúncias, promessas não cumpridas e impacto negativo na vida do paulista, aqui vai uma lista dos 10 piores governadores de São Paulo — e os partidos que eles representavam.


1. Paulo Maluf (1979–1982) — Partido Democrático Social (PDS)

Um dos nomes mais polêmicos da política paulista, Maluf marcou sua gestão por obras grandiosas e suspeitas de corrupção. Viadutos e avenidas nasceram, mas com um custo suspeitamente alto. Sua administração ficou famosa pela frase que atravessou gerações: “Rouba, mas faz”. E isso diz muito.

2. Luiz Antônio Fleury Filho (1991–1994) — Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

Seu governo ficou eternizado pela tragédia do massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 detentos foram mortos pela PM. O episódio manchou a imagem do estado e do próprio governador. Além disso, Fleury enfrentou crise de segurança e desgaste político irreversível.


3. Geraldo Alckmin (2001–2006, 2011–2018) — Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

Foram muitos anos no poder, mas também muitas críticas. Apesar de imagem de “gestor equilibrado”, Alckmin deixou serviços públicos sucateados, sistema de transportes estagnado e greves recorrentes. As promessas de modernização nunca saíram completamente do papel — e o estado perdeu ritmo de inovação.







4. João Doria (2019–2022) — Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

Com estilo empresarial e discurso de eficiência, Doria começou prometendo gestão moderna. Mas seu governo foi marcado por autopromoção, brigas políticas e decisões polêmicas na pandemia. Enquanto o marketing corria solto, os problemas do estado — como desigualdade e infraestrutura precária — ficaram em segundo plano.








5. Orestes Quércia (1987–1991) — Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

Símbolo da política dos bastidores, Quércia é lembrado por acusações de corrupção, obras superfaturadas e favorecimentos políticos. Seu governo até gerou empregos e investimentos, mas o preço ético foi alto. O nome “Quércia” virou sinônimo de política tradicional — e não no bom sentido.


6. Ademar de Barros (1947–1951 e 1963–1966) — Partido Social Progressista (PSP)

Ademar foi um dos primeiros grandes populistas de São Paulo. Fez obras, é verdade, mas governou sob fortes suspeitas de desvio de verbas e enriquecimento ilícito. O lema “Rouba, mas faz” nasceu em seu governo — e deixou uma herança moral duvidosa que paira até hoje sobre a política paulista.


7. Cláudio Lembo (2006–2007) — Partido da Frente Liberal (PFL)











Assumiu o governo após a saída de Serra e entregou uma gestão apagada e sem grandes avanços. Criticado por inércia e falta de diálogo, Lembo é lembrado mais pelas polêmicas declarações do que por resultados concretos.


8. Laudo Natel (1966–1967 e 1971–1975) — Aliança Renovadora Nacional (ARENA)

Governou em tempos de ditadura militar, sob nomeação indireta. Apesar de algumas obras, foi uma gestão marcada por autoritarismo, concentração de poder e ausência de participação popular. Um governo tecnocrático e distante da realidade social.


9. Franco Montoro (1983–1987) — Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)















Foi um político importante na redemocratização, mas seu governo estadual enfrentou forte crise econômica, greves e paralisia administrativa. Apesar da boa imagem pública, o estado viu pouca entrega prática e muita instabilidade.


10. Mário Covas (1995–2001) — Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

Respeitado pela postura ética, Covas tinha boas intenções, mas sua gestão ficou marcada por enfrentamentos com servidores, obras lentas e queda de popularidade. Tentou implantar austeridade, mas faltou diálogo e execução. Um governo correto, mas travado.













Ser governador de São Paulo é um desafio que mistura ambição e responsabilidade. E, como mostra essa lista, nem sempre os que chegam lá conseguem equilibrar poder e eficiência. Entre escândalos, obras superfaturadas, tragédias e mandatos mornos, muitos acabaram deixando mais frustração do que progresso. O problema é que, em São Paulo, erros de governo não ficam no Palácio dos Bandeirantes — eles respingam direto na vida de quem pega metrô lotado, enfrenta filas de hospital e paga impostos altíssimos esperando retorno que nunca vem.

A lição é simples (mas parece difícil de aprender): São Paulo não precisa de marketing político — precisa de gestão de verdade.

Leia também: SABE QUE DIA QUE É HOJE? 21 DE OUTUBRO DE 2015

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

NOMES DE LOCAIS PÚBLICOS: PARQUE RODRIGO DE GASPERI











A história do Parque Rodrigo de Gásperi, em Pirituba, é um exemplo de como uma tragédia pode virar memória pública com um objetivo: não esquecer e alertar. Para entender por que o espaço verde recebeu esse nome precisamos voltar ao início de 1992 — e ao drama que atingiu uma família e uma comunidade inteira.


O que aconteceu no estádio — o dia em que Rodrigo foi ferido








No dia 23 de janeiro de 1992, numa semifinal da Copinha (Copa São Paulo de Futebol Júnior) entre Corinthians e São Paulo, realizada no Estádio Nicolau Alayon (Barra Funda), ocorreu um episódio de violência nas arquibancadas. Em meio a brigas entre torcidas, uma bomba de fabricação caseira foi lançada para a área onde estava o jovem Rodrigo de Gásperi — então com apenas 13 anos. A explosão o atingiu na cabeça. 


Internamento e falecimento





















Rodrigo foi socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu quatro dias internado. Sofreu múltiplos traumatismos cranianos e grave lesão cerebral decorrente do impacto. Não resistiu aos ferimentos e faleceu em 27 de janeiro de 1992. O caso teve grande repercussão na imprensa e entre torcidas de futebol, por se tratar de uma vítima muito jovem e pela violência dentro de um estádio. 


Investigações e desdobramentos jurídicos


















Houve investigação policial e chegou-se a prender um suspeito — apontado na época como ligado a torcedores —, mas não houve condenação definitiva. Com o tempo o crime permaneceu sem culpados judicialmente responsabilizados, e a família buscou reparações que seguiram sem resolução definitiva nas décadas seguintes. O episódio também impulsionou mudanças nas regras de segurança e proibições em arenas (como restrições a mastros de bandeira e fogos) e reforçou a discussão sobre violência de torcidas no Brasil. 


Por que o parque recebeu o nome de Rodrigo de Gásperi?












O espaço hoje conhecido como Parque Rodrigo de Gásperi foi inaugurado originalmente em 25 de abril de 1982 como “Parque Pirituba” ou “Parque da Lagoa”. Depois da morte de Rodrigo, a comunidade e as autoridades municipais decidiram transformar o local em uma homenagem e um símbolo de alerta contra a violência nos estádios: o parque foi oficialmente renomeado para Parque Rodrigo de Gásperi por decreto municipal no final daquele mesmo ano de 1992. A Prefeitura afirma que a mudança foi feita “em homenagem a um jovem morador do bairro morto aos 13 anos, atingido por uma bomba caseira durante um jogo de futebol”. 


O documento oficial (o decreto)













A renomeação está registrada no Decreto nº 32.943, de 30 de dezembro de 1992, assinado pela prefeita Luiza Erundina, que dispõe sobre a denominação do parque situado no distrito de Pirituba como PARQUE RODRIGO DE GASPERI. Ou seja: há documento oficial que prova a data e o motivo formal da mudança de nome. (Trecho do decreto disponível no arquivo da Câmara Municipal/Diário Oficial). 











O parque se tornou, além de área de lazer, um lembrete público sobre os riscos da violência em eventos esportivos e sobre a necessidade de políticas sérias de segurança. A homenagem buscou transformar uma dor em sinal de alerta: espaço para famílias, esporte e convivência, em contraponto ao episódio que ceifou a vida de um adolescente. Até hoje, notas comemorativas e páginas institucionais da Prefeitura mencionam a motivação da denominação e reforçam o papel do parque como espaço comunitário.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

ALGUÉM JÁ HABITAVA SINGAPURA ANTES DA SUA DESCOBERTA?
















A "descoberta" de Singapura, no sentido histórico ocidental, é atribuída ao britânico Sir Stamford Raffles, que chegou à ilha em 1819. Ele firmou um acordo com o sultão local e fundou um entreposto comercial britânico, que se tornaria a base da moderna Singapura.

No entanto, Singapura já era habitada e conhecida por povos locais há séculos antes disso. Registros mostram que:

- No século 14, o local era conhecido como Temasek, um porto importante na rota comercial do sudeste asiático.













- O nome "Singapura", que significa "cidade do leão" em sânscrito (Singa = leão, Pura = cidade), surgiu por volta dessa época.

- Foi governada por diversos reinos malaios e fazia parte do Império de Srivijaya e depois do Sultanato de Malaca.









Antes da chegada dos britânicos com Sir Stamford Raffles em 1819, as pessoas que habitavam Singapura chegaram por rotas marítimas, como era comum no sudeste asiático.

Quem eram essas pessoas e como chegaram?

1. Malaios e povos austronésios  








   - Os primeiros habitantes vieram provavelmente por canoas e embarcações pequenas, navegando entre as ilhas da Indonésia, Malásia e Filipinas.  

   - Esses povos faziam parte de antigas migrações marítimas austronésias, milhares de anos antes da era moderna.

2. Comerciantes e marinheiros chineses, indianos e árabes  









   - Desde o século 7, Singapura (então chamada Temasek) era ponto estratégico nas rotas comerciais marítimas.  

   - Navios mercantes de impérios como o Império de Srivijaya (Sumatra), Império Chinês, e depois o Sultanato de Malaca ancoravam ali com frequência.

3. Pescadores e comunidades locais
















  

   - A ilha tinha aldeias de pescadores malaios e orang laut (povos do mar), que viviam em palafitas e barcos, chegando por meios próprios ou em pequenas frotas costeiras.

Ou seja, antes da colonização britânica, Singapura já era um ponto conhecido por navegadores regionais, e sua população chegou através de séculos de navegação entre as ilhas e costas do sudeste asiático, graças à sua posição estratégica.













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