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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

NOMES DE LOCAIS PÚBLICOS: PARQUE RODRIGO DE GASPERI











A história do Parque Rodrigo de Gásperi, em Pirituba, é um exemplo de como uma tragédia pode virar memória pública com um objetivo: não esquecer e alertar. Para entender por que o espaço verde recebeu esse nome precisamos voltar ao início de 1992 — e ao drama que atingiu uma família e uma comunidade inteira.


O que aconteceu no estádio — o dia em que Rodrigo foi ferido








No dia 23 de janeiro de 1992, numa semifinal da Copinha (Copa São Paulo de Futebol Júnior) entre Corinthians e São Paulo, realizada no Estádio Nicolau Alayon (Barra Funda), ocorreu um episódio de violência nas arquibancadas. Em meio a brigas entre torcidas, uma bomba de fabricação caseira foi lançada para a área onde estava o jovem Rodrigo de Gásperi — então com apenas 13 anos. A explosão o atingiu na cabeça. 


Internamento e falecimento





















Rodrigo foi socorrido e levado ao hospital, onde permaneceu quatro dias internado. Sofreu múltiplos traumatismos cranianos e grave lesão cerebral decorrente do impacto. Não resistiu aos ferimentos e faleceu em 27 de janeiro de 1992. O caso teve grande repercussão na imprensa e entre torcidas de futebol, por se tratar de uma vítima muito jovem e pela violência dentro de um estádio. 


Investigações e desdobramentos jurídicos


















Houve investigação policial e chegou-se a prender um suspeito — apontado na época como ligado a torcedores —, mas não houve condenação definitiva. Com o tempo o crime permaneceu sem culpados judicialmente responsabilizados, e a família buscou reparações que seguiram sem resolução definitiva nas décadas seguintes. O episódio também impulsionou mudanças nas regras de segurança e proibições em arenas (como restrições a mastros de bandeira e fogos) e reforçou a discussão sobre violência de torcidas no Brasil. 


Por que o parque recebeu o nome de Rodrigo de Gásperi?












O espaço hoje conhecido como Parque Rodrigo de Gásperi foi inaugurado originalmente em 25 de abril de 1982 como “Parque Pirituba” ou “Parque da Lagoa”. Depois da morte de Rodrigo, a comunidade e as autoridades municipais decidiram transformar o local em uma homenagem e um símbolo de alerta contra a violência nos estádios: o parque foi oficialmente renomeado para Parque Rodrigo de Gásperi por decreto municipal no final daquele mesmo ano de 1992. A Prefeitura afirma que a mudança foi feita “em homenagem a um jovem morador do bairro morto aos 13 anos, atingido por uma bomba caseira durante um jogo de futebol”. 


O documento oficial (o decreto)













A renomeação está registrada no Decreto nº 32.943, de 30 de dezembro de 1992, assinado pela prefeita Luiza Erundina, que dispõe sobre a denominação do parque situado no distrito de Pirituba como PARQUE RODRIGO DE GASPERI. Ou seja: há documento oficial que prova a data e o motivo formal da mudança de nome. (Trecho do decreto disponível no arquivo da Câmara Municipal/Diário Oficial). 











O parque se tornou, além de área de lazer, um lembrete público sobre os riscos da violência em eventos esportivos e sobre a necessidade de políticas sérias de segurança. A homenagem buscou transformar uma dor em sinal de alerta: espaço para famílias, esporte e convivência, em contraponto ao episódio que ceifou a vida de um adolescente. Até hoje, notas comemorativas e páginas institucionais da Prefeitura mencionam a motivação da denominação e reforçam o papel do parque como espaço comunitário.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

ALGUÉM JÁ HABITAVA SINGAPURA ANTES DA SUA DESCOBERTA?
















A "descoberta" de Singapura, no sentido histórico ocidental, é atribuída ao britânico Sir Stamford Raffles, que chegou à ilha em 1819. Ele firmou um acordo com o sultão local e fundou um entreposto comercial britânico, que se tornaria a base da moderna Singapura.

No entanto, Singapura já era habitada e conhecida por povos locais há séculos antes disso. Registros mostram que:

- No século 14, o local era conhecido como Temasek, um porto importante na rota comercial do sudeste asiático.













- O nome "Singapura", que significa "cidade do leão" em sânscrito (Singa = leão, Pura = cidade), surgiu por volta dessa época.

- Foi governada por diversos reinos malaios e fazia parte do Império de Srivijaya e depois do Sultanato de Malaca.









Antes da chegada dos britânicos com Sir Stamford Raffles em 1819, as pessoas que habitavam Singapura chegaram por rotas marítimas, como era comum no sudeste asiático.

Quem eram essas pessoas e como chegaram?

1. Malaios e povos austronésios  








   - Os primeiros habitantes vieram provavelmente por canoas e embarcações pequenas, navegando entre as ilhas da Indonésia, Malásia e Filipinas.  

   - Esses povos faziam parte de antigas migrações marítimas austronésias, milhares de anos antes da era moderna.

2. Comerciantes e marinheiros chineses, indianos e árabes  









   - Desde o século 7, Singapura (então chamada Temasek) era ponto estratégico nas rotas comerciais marítimas.  

   - Navios mercantes de impérios como o Império de Srivijaya (Sumatra), Império Chinês, e depois o Sultanato de Malaca ancoravam ali com frequência.

3. Pescadores e comunidades locais
















  

   - A ilha tinha aldeias de pescadores malaios e orang laut (povos do mar), que viviam em palafitas e barcos, chegando por meios próprios ou em pequenas frotas costeiras.

Ou seja, antes da colonização britânica, Singapura já era um ponto conhecido por navegadores regionais, e sua população chegou através de séculos de navegação entre as ilhas e costas do sudeste asiático, graças à sua posição estratégica.













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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

SINGAPURA: QUAIS SÃO AS RELIGIÕES PREDOMINANTES NESSE PAÍS?



























Singapura é um dos países mais religiosamente diversos do mundo, e essa diversidade é resultado direto da mistura de povos que formam sua população — principalmente chineses, malaios e indianos. O governo reconhece oficialmente várias religiões, e todas convivem em harmonia sob leis rígidas de respeito e tolerância religiosa.

Veja as principais religiões praticadas em Singapura:

1. Budismo – a religião mais cultuada em Singapura

O budismo é a religião com maior número de adeptos no país — cerca de 31% da população se declara budista, segundo os últimos censos. Ele foi trazido pelos imigrantes chineses, especialmente das tradições Theravada (originária do Sudeste Asiático) e Mahayana (da China e Japão).

Os templos budistas estão por toda parte, sendo o Buddha Tooth Relic Temple, em Chinatown, um dos mais visitados e sagrados. Esse templo abriga uma relíquia que, segundo a crença, seria um dente do próprio Buda. O budismo em Singapura enfatiza valores como compaixão, sabedoria, respeito aos ancestrais e a busca pela iluminação espiritual. Festas como o Vesak Day (Dia de Buda) são feriados nacionais e reúnem milhares de fiéis em orações, oferendas e atos de caridade.






2. Taoismo












O taoismo é seguido por boa parte da comunidade chinesa, muitas vezes em conjunto com o budismo — é comum as pessoas praticarem rituais das duas tradições. Baseado nos ensinamentos do filósofo Laozi (ou Lao Tsé), o taoismo prega a harmonia entre o ser humano e a natureza, valorizando o equilíbrio do Yin e Yang e o respeito aos espíritos e antepassados.

Os templos taoistas, como o Thian Hock Keng Temple, são locais de culto coloridos e cheios de símbolos, incensos e oferendas. O taoismo influencia fortemente as festas tradicionais chinesas, como o Festival dos Fantasmas Famintos e o Ano Novo Lunar.


3. Cristianismo



















O cristianismo representa cerca de 18% da população e vem crescendo nas últimas décadas, especialmente entre os jovens.

Ele chegou a Singapura com missionários europeus no século XIX e se expandiu por meio de escolas e instituições beneficentes. Há uma grande variedade de denominações — católicos, anglicanos, metodistas, presbiterianos e igrejas evangélicas modernas. A fé cristã é visível em templos históricos como a St. Andrew’s Cathedral e em comunidades contemporâneas que realizam cultos em inglês e mandarim. Os cristãos participam ativamente de projetos sociais e educacionais.


4. Islamismo












O islamismo é seguido por cerca de 15% da população, sendo a religião predominante entre os malaios, que formam o segundo maior grupo étnico de Singapura. A fé muçulmana está profundamente enraizada na cultura malaia. As orações diárias, o jejum no Ramadã, e o uso do hijab entre as mulheres são práticas comuns. O Sultan Mosque (Masjid Sultan), no bairro de Kampong Glam, é o centro espiritual mais famoso do país e símbolo do islamismo local. O governo reconhece o islamismo oficialmente e garante feriados nacionais como o Hari Raya Puasa (Eid al-Fitr) e o Hari Raya Haji (Eid al-Adha).


5. Hinduísmo















O hinduísmo é praticado por cerca de 5% da população, principalmente pela comunidade tâmil (indiana). Essa religião venera diversos deuses, como Vishnu, Shiva, Lakshmi e Ganesha, e é marcada por rituais coloridos, música e dança. O Sri Mariamman Temple, localizado em Chinatown, é o templo hindu mais antigo de Singapura, conhecido por suas esculturas e torres ornamentadas. Uma das festas mais famosas é o Thaipusam, em que devotos carregam estruturas metálicas chamadas kavadi, em sinal de penitência e devoção.


6. Sem religião














Cerca de 20% da população se declara sem religião — um número que vem crescendo com o avanço da modernização e da educação científica. Apesar de não seguirem uma fé específica, muitos singapurenses “não religiosos” ainda participam de festividades culturais ou mantêm práticas espirituais familiares, como respeito aos ancestrais ou celebrações do Ano Novo Chinês.

Singapura é um modelo global de harmonia religiosa. Em uma mesma rua, é comum encontrar uma mesquita, uma igreja e um templo hindu lado a lado. O governo promove o “Racial and Religious Harmony Day” para reforçar o respeito entre as diferentes comunidades.
















A religião mais cultuada é o Budismo, seguido pelo Cristianismo e pelo Islamismo. Mas, acima de qualquer crença, o que prevalece em Singapura é o respeito à diversidade e o compromisso de manter a paz social entre todas as fés.

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