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segunda-feira, 9 de março de 2015

MACONHA, LEGALIZE JÁ?

A maconha pode ser considerada a droga mais polêmica que existe no mundo, pois há muitas pessoas que defendem a sua legalização em forma de cigarros, pois entendem que ela não causa nenhum maleficio, mas existe uma corrente, formada pela grande maioria das pessoas, que entendem que a maconha é uma droga com um grande poder de destruição, pois consome o viciado, bem como a sua família. Diante dessa afirmação que a maconha é prejudicial a saúde, poderíamos finalizar esta postagem com esta conclusão, mas essa conclusão seria muito parcial, pois os mesmos cientistas que concluíram que que essa droga é perigosa, também concluíram que essa mesma droga pode ser um "santo remédio" para alguns tipos de doenças, mas existem muitas dúvidas acerca da maconha do "mal" e a maconha do "bem" ( Se é que podemos dizer assim ), por esse motivo o FORSALE entrevistou o Doutor Neuri Pires, Psicólogo, Especialista da UNIFESP em Medicina Comportamental e Terapias Cognitivas para tratamento de Álcool e Outras Drogas.

                                                                         FORSALE:  Qual a sua definição sobre a maconha?
Dr Neuri: A maconha é uma substância psicoativa capaz de alterar o funcionamento do cérebro em suas condições normais.  A maconha é considerada uma perturbadora do sistema nervoso central, ou seja, ela faz com que a pessoa tenha alteração da senso-percepção e fique “desligada” do tempo e espaço. Por exemplo, após ter feito o uso, a pessoa pode achar que tenha passado três horas, quando na verdade só passou meia hora.


FORSALE: A maconha vicia?
Dr Neuri: Primeiramente não utilizamos esse termo “vicio”, pois ele é pejorativo e estigmatizante, entretanto sabemos que ela causa dependência com o uso continuado.

FORSALE: Quais os efeitos prejudiciais à saúde que ela pode provocar?
Dr Neuri: A maconha causa, em curto prazo, déficit cognitivo e de memória, mas que revertidos quando se cessa o uso. Em longo prazo, há diversos estudos que apontam um prejuízo da memória, falta de concentração, síndrome amotivacional (perda da vontade de fazer tudo) e em alguns casos pode desencadear um surto psicótico ou quadro esquizofrênico (principalmente se a pessoa já tem uma pré-disposição genética). Como se ele fosse uma “chave” que “abre uma porta”, mas que talvez nunca fosse aberta. O uso também pode acelerar ou antecipar um transtorno mental. Claro que devemos estar atentos a outros fatores envolvidos para o aparecimento da doença. Por isso uma avaliação com o especialista é necessária.

FORSALE: Muitas drogas autorizadas pela ANVISA podem causar dependência, qual é a diferença da dependência provocada pelas drogas legalizadas, com a dependência provocada pela maconha?
Dr Neuri: Fato: são drogas para uso médico e só podem ser prescritas por eles. Com isso supõe-se que há um controle (por exemplo, aviamento de receitas) e com o acompanhamento médico, o individuo não corre risco de tornar-se dependente de uma droga caracterizada como “legal”.

FORSALE: Parece que a maconha tem algum princípio ativo que pode ser considerado um remédio para a cura de várias doenças, realmente existe esse principio ativo?
Dr Neuri: Não chamamos de cura, mas de um auxilio para o tratamento de algumas doenças crônicas. O principio ativo é chamado de Delta-9-tetrahidrocanabinol, de onde é retirado e feito a medicação (canabidiol) a base dessa substância.

FORSALE: Para qual(is) doença(s) ela pode utilizada como remédio?
Dr Neuri: Pode ser utilizada para pacientes que realizam quimioterapia (diminui o enjôo e vômitos), com esclerose múltipla, portador da AIDS, dor crônica, glaucoma entre outros.

FORSALE: Se ela serve de remédio, então por que não é liberado pela ANVISA?
Dr Neuri: Recentemente, devido aos processos jurídicos promovidos por algumas famílias brasileiras, a medicação a base de THC foi classificada no eixo de drogas permitidas para o tratamento, ou seja, ela deixa ser proscrita e pode ser prescrita para fins terapêuticos  e médicos auxiliando no controle de sintomas de algumas doenças.

FORSALE: Existe diferença entre a ação provocada pelo efeito causado pela maconha ao fumá-la, com o de utilizá-la como remédio?
Dr Neuri: Sim, a inalação da maconha vai direto para área vascularizada dos pulmões e segue direto para o cérebro dando o efeito sugerido pelos usuários.  A droga sintetizada no laboratório e para fins terapêuticos age em receptores específicos  do cérebro que atuam diretamente no problema, ou seja, não causam dependência.

FORSALE: O uso da maconha contribui para a violência?
Dr Neuri: Essa é uma questão complexa, pois o uso em si da droga não é fator de risco para violência. Infelizmente, com a cultura advinda do EUA de “guerra as drogas”, popularizaram essa crença na sociedade e no inicio da década de setenta muitos usuários de maconha foram presos por isso e desencadeou um aumento significativo de prisões entre pessoas negras, adolescentes e sem ficha anterior, promovendo a discriminação e segregação racial.

FORSALE: Como proceder caso alguma pessoa seja ou tenha conhecido que seja dependente da maconha e deseja deixar o vício?
Dr Neuri: A dependência em si, precisa de tratamento, sabemos que é possível parar sem qualquer tipo de tratamento, mas isso ocorre numa pequena parcela da população. A sua grande maioria precisa de tratamento e devemos pensar que para cada pessoa há um tipo de tratamento. Não devemos nunca forçar o individuo a fazer algo que ele não queira. Internação não é um recurso para tratar a dependência da maconha, isso só contribui para aumentar o estigma e preconceito associado a problemática das drogas. Com a participação da família e o envolvimento da sociedade podemos prover um cuidado e se pensarmos na prevenção como estratégia ser utilizada, com certeza estaremos evitando com que nossos jovens não faça uso de drogas.

FORSALE: Dr Neuri, nós agradecemos pela entrevista, e queremos dizer que foi uma grande honra em ter um profissional de alta qualidade contribuindo com o nosso blog.
Dr Neuri: Eu que agradeço essa oportunidade, parabéns pelo blog.



Neuri Pires das Merces
CRP 06/71041
Psicólogo Clínico Cognitivo Comportamental
Mestre em Ciências da Saúde - EEUSP
Especialista em Medicina Comportamental e Terapias Cognitivas para Tratamento de Álcool e Outras Drogas - UNIFESP
Membro do Grupo de Pesquisa em Álcool e Outras Drogas - GEAD USP
Supervisor EAD - Fé na Prevenção UNIFESP/SENAD

Contato:
(11) 98644-3195 - R. Clélia, 339 - Perdizes, São Paulo, SP.
(13) 99155-7989 - Av. Presidente Costa e Silva, 609, Conj. 404, Sala 05 - Boqueirão
E-mail: neuri@usp.br

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