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quinta-feira, 2 de maio de 2013

CADA UM POR SI, DEUS "PRA" TODOS

No dia 27 de abril de 2013 eu estava na Avenida Paulista e mais uma vez fiquei olhando aquela ciclovia improvisada que a Prefeitura de São Paulo fez para aqueles que desejarem passear sobre duas rodas. Particularmente, eu nunca andaria de bicicleta naquele local ou qualquer outra rua de São Paulo, pois entendo que é uma grande loucura. Sei que neste momento alguns leitores desta postagem não estão concordando com a minha opinião, e estão dizendo que todos tem o direito de utlizar a via pública para se locomover com seus veículos, motos e bicicletas, e tudo isso de forma harmoniosa. Mas qual é a fórmula para que seja alcançado essa harmonia e respeito? É uma pergunta difícil de se responder, principalmente depois da cena que vi neste mesmo domingo próximo ao Metrô Ana Rosa, onde um motorista erroneamente começou a avançar o faról ( Que estava vermelho para ele ) de um cruzamento de acesso à Rua Bernardino de Campos, onde os ciclistas foram obrigados a parar, outros ciclistas tiveram que se esquivar do carro. Achei um absurdo a atitude daquele motorista, mas a falta de educação também se estendeu aos ciclistas que começaram a falar palavrões e "socar" o veículo. Sabe que percebi naquele momento, somos individualistas e intolerantes; cada um pensa somente no seu benefício próprio, a ponto de esquecer que um simples ato de intolerância pode gerar mais intolerância, que pode ter como resultado final muitas mortes. Matutei: "Já pensou se tivesse alguém armado com arma de fogo naquele momento?", já pensou se o motorista do veículo resolvesse atropelar todo mundo!", já pensou se alguém resolvesse tirar o motorista do carro para linchá-lo, e depois dele ter levado uma bela de uma surra, descobrir que ele não conhecia bem a cidade ou até mesmo o país, e devido a isso se atrapalhou naquele momento e fez uma sequência de "bobagens". Todos erraram, pois o ego falou mais alto, em nenhum momento ninguém lembrou sequer de utilizar os meios legais, ninguém sequer lembrou que naquele momento estavam naquele local, famílias e crianças, pois é muito fácil depois que o "ego" abaixar, ir até a imprensa e "puxar a sardinha para o seu lado", com milhares de palavras bonitas pedindo o fim da violência.
Comprovadamente, nós brasileiros temos que mudar alguns conceitos, temos que tirar da nossa mente que ser educado e respeitar o direito dos outros não é motivo de vergonha, muito menos de sermos "manés", mas sim um ato de cidadania e de respeitar a coletividade.
Mas enquanto isso não acontece, é "cada um por si e Deus para todos".

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